sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Enquanto isso...

O amor

N(f)ome

Amanhece a lucidez

Um sopro na ferida

Rua

Paralelas que se cruzam

Eu não sei

A saudade

Uma linha solitária

Cá estou


De quando precisei falar de uma criança refugiada

Pintura: @redosking

"Do alto não se vê as mãos calejadas e sujas de terra, 
os pulmões cheios de água salgada de tanto chorar.
Do alto, 
o que nos é pequeno desaparece na visão turva 
e imaculada da criança foragida - que nos habita.
Do alto não existe fronteira.
Representamos pontos minúsculos 
do que verdadeiramente somos: 
uma terra sem barreiras.
E no final só lamento... 
lamento por tanto apego às bandeiras."


Tadeu Rodrigues
set-15