quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Cedo

Hopper

Levantei cedo.
De mãos dadas com o novo dia, amanheci.
Como se o novo fosse um velho conhecido.
Como se o povo, ciente do meu caminho torto, fosse um rosto. 
Um certo caminho pouco. 
Trilhado pelas atitudes pretéritas do futuro quente servido com o pão da manhã. 
Sempre há tempo, insistente fim do dia.
Deito sobre suas regras e desperto um livro em branco. 
Uma página amarela gasta.
Um último suspiro.
Um primeiro choro.


Tadeu Rodrigues
nov/15

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