segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Recordar

Foto: Exposição União Soviética através da câmera

Recordo-me, com um sorriso, da vez que deixamos passar. 
Não havia mais degraus condizentes ao fim.
Existia o início, o começo e a distância;
que deixava as coisas menos nítidas. 
Era como se ela sempre soubesse quem eu sou. 
Não o eu recuperado e simpático às revelias da vida, 
mas o eu que chorava escondido, 
contando os tropeços e os passos de valsa 
dados como cúmplices à história que deu certo.
Somos uma história de amor pouco interpretada. 
Sentida por inteiro. 
Ano a ano. 
Dia a dia. 
Fim a fim.

Tadeu Rodrigues 
Nov/15

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