terça-feira, 3 de novembro de 2015

Costuras

Sentia-se capaz de costurar o tempo em seus anseios.
E sentia medos.
Medos escondidos em sua consciência mais nobre, 
desdobrada no olhar de domingo daquele dia que não existe mais.
Capaz de trocar o dito pelo maldito, o toque pelo retoque, a chuva pela brisa.
E no caminho longo,
até mesmo capaz de ser santo.
Tal qual o do pau oco e o da oferenda rejeitada,
que volta com as ondas do ceticismo mal curado.
(...)
Costurava e costurava as suas casas, as suas asas;
até da coragem não entender mais nada.

Tadeu Rodrigues
out/15

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