quinta-feira, 24 de abril de 2014

Um choro

Pintura de Rubén Belloso

A lágrima não lava os olhos de dentro.

Tadeu Francisco
abr/14

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Marcas

Pintura de Rubén Belloso





Tento o amor mudo, o falado, o querido. 
Mas de amor por amor, 
só nos sobra o ferido.

Tadeu Francisco
Abr/14

terça-feira, 22 de abril de 2014

Eu preciso falar brevemente sobre Gabriel García Marquez

06/03/1927 - 17/04/2014

Dizem que não se começa uma história descrevendo o clima. Não me importo com isso. Não me importo com essas regras bestas que vomitam por aí. Uma história se começa de qualquer jeito. Seja pelo silêncio, seja pela solidão do escritor, seja pelo berro que se quer dar em um apartamento trancado.

A obra pode ser leve, pode ser pesada, pode ser cômica. O seu clima, narrado ou não, é só um detalhe; e se apegar a isso não é algo que quero para mim.

Gosto de assim começar - com o clima -, pois o frio ou o calor que poderá saltar aos olhos do leitor diz mais sobre a história do que o próprio inverno ou o próprio verão dado aos personagens.

Acho que conseguirei falar sobre o Gabo; e hoje está frio e chove.

Falar sobre ele me faz viver o amor em tempos do cólera, quando suei frio com um juvenil-idoso amor que foi e veio à eternidade em um navio, em uma última página.

Sentia em Gabo o medo da memória que um dia trairá a todos; e pode o ter traído, mas com menos precisão, pois ele está lá em seu livros, perdido para sempre no tempo vencido. Acho que assim quis para olhar o esquecimento por cima (e como ele está alto!). 

A solidão é o de menos, quero mais cem anos.

Acho que o Gabo emprestou seu coração ao papel; e nele fez morada. 

A sua cor preferida era o amarelo. A minha é o preto.

Tadeu Francisco
Abr/14



"Não é verdade que as pessoas param de perseguir os sonhos porque elas envelhecem, elas envelhecem porque param de perseguir sonhos".
Gabril García Marquez

quarta-feira, 9 de abril de 2014