terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A prisão e o poeta

Pintura de Andrew Wyeth



O poeta dos detentos
só rimava solidão.
Em cada canto da cela.
Em cada corpo no chão.


Tadeu Francisco
fev/13

Vista



O desafio 
se resumia
Em saber desenhar
Os olhos.


Tadeu Francisco
fev/13

Silêncio noturno

Pintura de Magritte




Era a vez da noite.
Uma vez correta.
Não na luz dos dois,
Nem no brio do par.
Era a vez da noite
porque ela tinha 
Uma só vez.


Tadeu Francisco
fev/13

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Gangrena

Pintura de Rene Magritte



A poesia apunhala pelas costas.
Pinga os meus ais.
Prende-lhe em meu cais.


Tadeu Francisco
fev/13

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Do alto

Pintura de Magritte




Entendi a chuva 
quando passei 
A cair em mim.


Tadeu Francisco
fev/13

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Saciedade

Pintura de Salvador Dalí




A palavra é fatal.
Dá-nos fome e sede
Mata-nos aos poucos.
Sílaba por sílaba,
Torna-nos loucos.


Tadeu Francisco
fev/13

Declama à dor

Pintura de Andrew Wyeth




A boca 
é o lápis 
Do declamador.


Tadeu Francisco
fev/13

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Pontos de venda - A Grande Peça

O livro A Grande Peça pode ser encontrado nos seguintes locais:

Livraria Nobel -  Poços de Caldas/MG - rua Rio de Janeiro, 390.

Pelo site www.agrandepeca.com.br

Livraria virtual AsaBeça

Livraria Martins Fontes

Livraria Cultura

Escritório de Contabilidade do Tadeu - Monte Sião/MG - rua Sete de Setembro, 834.

Subseção da OAB /MG em São Gonçalo do Sapucaí/MG - rua Monsenhor Hevencio,  20.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Lançamento - A Grande Peça



Com muito orgulho e carinho falo da excelente tarde de ontem, quando lancei meu romance "A Grande Peça".

O bom na vida, já dizia o poeta, é ter bons amigos.

Foi lindo ver o salão lotado de pessoas com palavras de apoio, estímulo e amor à arte. Bom saber que a literatura ainda resiste ao mundo tão carente de sensibilidade e que tenho amigos que confiam e acreditam em meus sonhos.

Quero agradecer a cada um que lá esteve, que saiu de sua casa, que pegou estrada, que gastou dinheiro e tempo.

Um carinhoso beijo em meus pais e meus irmãos, que mergulham comigo em cada sonho. Espero poder fazer o mesmo que fazem por mim.

Meu amor à minha namorada Mariana, que no início do projeto soube me entender e não mediu esforços para que a tarde de ontem fosse incrível!

Muito obrigado a todos! 

Quem quiser ver as fotos do lançamento de ontem, só clicar aqui. 

Tadeu Francisco
fev/13

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Entre direções

Pintura de Andrew Wyeth


Lua sem saída,
Tenho-me 
em becos
pardos
Fartos de mim.

Tadeu Francisco
fev/13

Piscar

Pintura de Andrew Wyeth



És minha pálpebra
Apagas-me a luz do mundo.


Tadeu Francisco
fev/13

Fresta

Pintura de Andrew Wyeth


Quando aprendi 
a olhar o tempo no quintal, 
Ele me apresentou a rua.


Tadeu Francisco
fev/13

Infinito-me

Pintura de Andrew Wyeth




Tenho aversão 
ao que não 
É eterno.


Tadeu Francisco
fev/13

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Bateria



...Sinto a batucada se aproximar
Estou ensaiado para te tocar
Repique tocou, o surdo escutou
E o meu corasamborim
Cuíca gemeu
Será que era eu
Quando ela passou por mim...

Os Tribalistas
fev/13

A Grande Tapeçaria






Fiquei muito feliz com esse artigo do amigo jornalista Daniel Souza Luz sobre meu romance A Grande Peça. Apesar de eu achar, sinceramente, não merecer tanto.


Daniel foi fundamental na finalização da obra. Deu dicas importantes e sempre colocou sua opinião sincera de um modo muito seguro e claro.

Agradeço pelo carinho e pelas lúcidas palavras.


A Grande Tapeçaria



Tive o prazer de ser um dos revisores do primeiro romance de Tadeu Francisco Rodrigues, A Grande Peça, do qual também fiz a leitura crítica, um trabalho essencial de avaliação de detalhes da trama, geralmente anônimo. Tadeu é um amigo, mas sinto-me à vontade tanto para afirmar que é excelente escritor quanto me senti para apontar falhas no enredo quando tive o privilégio de ser um dos que leu o livro em primeira mão – um raro escritor que conjuga a vontade de ser lido por um público mais amplo sem cair nas banalidades dos best-sellers, esse quase subgênero literário anódino. Pelo contrário, faz literatura de verdade, sofisticada e sem sujeitar-se a gêneros, ainda que roce em alguns; notadamente certo romantismo extemporâneo, intimista e avesso às transformações tecnológicas, até que o mundo atropele o protagonista, Pedro de Carvalho, forçando-o a sair de seu Gulag pessoal, um pretenso idílio que apenas o transtorna.

Dramaturgo, Pedro vive dilacerado pelo o que Flaubert, Humboldt e muitos, muitos outros, há muito diagnosticaram: o trabalho com as palavras, essa tapeçaria intrincada a qual os autores (Tadeu, seu personagem, todos que escrevem) tanto prezam, nunca é suficiente para expressar sentimentos –  as palavras faltam no momento certo ou, postas no papel, são simulacros que talvez consigam explicar sentimentos que não conseguiram ser verbalizados anos, décadas, vidas atrás. Pedro volta à vida devido a essa ínfima esperança. O potencial de arrebatamento do leitor está aí. Contudo, Tadeu evita as fórmulas da subliteratura ao tratar de superação e de um grande amor perdido, essas armadilhas que atraem quem procura superficialismo.

Como um M. Night Shyamalan que não perdeu a mão e preferiu a literatura ao cinema, Tadeu surpreende seguidamente o leitor ao lançar mão de tempos narrativos paralelos e quebrar as expectativas do senso comum. O paralelismo daestruturação espaço-temporal remete à peça A Moratória, um clássico do teatro brasileiro, escrita pelo dramaturgo Jorge Andrade, e a imersão no basfond carioca é uma navalhada na carne que acena para Plínio Marcos, outro grande nome do teatro nacional.  É literatura com culhões, como tem que ser, sem tons de erotismo anódino e sim com a crueza da vida, do sexo e dos relacionamentos mais passionais, por isso mesmo acessível, com a qual qualquer um pode se identificar.

Daniel Souza Luz é jornalista e revisor.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Além daqui

Pintura de Edward Hopper


Como seria 
se no nosso mundo
pudéssemos declamar
Apenas uma poesia?


Tadeu Francisco
fev/13

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Toda poesia

Pintura de César Moro




Escorro-me em versos.
Até o fim.


Tadeu Francisco
fev/13

Do que foi

Pintura de Salvador Dalí




Contei uma história à ilusão. 
Ela deu de ombros 
E entregou o nosso chão.


Tadeu Francisco
jan/13

Anos e anos

Pintura de Salvador Dalí




Quando eu era criança
Os doces eram de esperança.


Tadeu Francisco
jan/13

Dedos

Pintura de Joan Miró





Toque-me. 
Faça-me canção.


Tadeu Francisco
jan/13