segunda-feira, 8 de abril de 2013

O Retrato de Dorian Gray

Finalmente estou lendo O Retrato de Dorian Gray, do Oscar Wilde.

Esse livro está na minha prateleira há séculos e somente agora me senti preparado para lê-lo. 

É daqueles livros que você sabe que é genial, então se contém um pouco, aumenta a expectativa e mergulha somente quando se sente deveras disposto a tanto.

Os personagens são completos e me ficou evidente que, Oscar Wilde, faz do seu romance um grande diálogo consigo. Os personagens retratam os seus próprios conflitos de conceitos.

Não é incomum você se deparar com diálogos dessa amplitude no livro (conversa entre Lord Henry e Dorian Gray):

- Caro rapaz, Basil [artista que pinta Dorian Gray e nutre uma paixão doentia por ele] põe em sua obra tudo o que nele há de encantador. O resultado é que nada lhe resta para a vida, a não ser os preconceitos, seus princípios e seu senso comum. os únicos artistas meus conhecidos que considero encantadores são maus artistas. Os bons artistas existem apenas naquilo que eles fazem e, por conseguinte, são completamente desinteressantes em si mesmos. Um grande poeta, um poeta verdadeiramente grande, é o menos poéticos dos homens. Mas os poetas inferiores são realmente fascinantes. Quanto piores forem suas rimas, mais pitorescos eles parecerão. O simples fato de ter publicado um livro de sonetos de segunda classe torna o homem irresistível. Ele vive a poesia que não pode escrever. Os outros escrevem a poesia que não ousam realizar.

* Trecho extraído do romance O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde - Civilização Brasileira - página 69.


Tadeu Francisco
abr/13


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