segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Sobre ser poeta - Edgar Allan Poe

Poe por Juarez Ricci
Em um primeiro contato com Poe, me vi mergulhado em uma série de preconceitos nas suas variadas formas. Seja porque atribuíram a ele o título de precursor da literatura (incluindo a ficção) norte-americana, a qual eu era muito resistente. Sejam pelas opiniões a respeito do que seria de fato uma literatura policial, a qual sou um amante.

Quando peguei o primeiro livro de Poe para ler, já era um aficionado por Sherlock e logo fui informado sobre a influência que ele exercia sobre Conan Doyle, influência que comprovei com meus próprios olhos em uma leitura não tão atenta. Quando escrevi sobre Arthur Conan Doyle citei Poe por essa mesma razão.

Vou me focar em apenas uma obra, que, pra mim, traz as características mais fortes da literatura de Edgar e consegue resumir todas as outras de um modo, logicamente, bem simplório. Deixo a curiosidade com o leitor, que pode buscar mais de seus livros e viajar nas suas ilusões assim como fiz e faço.

Quando li "Os Crimes da Rua Morgue" (também traduzido como "Os assassinatos da rua Morgue"), entendi o que deveras é um de cenário misterioso e recheado de vida, como os personagens de Poe; gênio inconteste da história bem traçada. Esse livro, em especial, narra a história de dois violentos assassinatos. Duas mulheres mortas na rua Morgue em Paris. Na história, Poe envolve o leitor em diversos mistérios, fazendo-o percorrer por caminhos - que ao que tudo leva a crer - não têm saída. 
Como um salvador da pátria bem articulado, Edgar traz o detetive C. Auguste Dupin (considerado precursor de Sherlock Holmes) ao contexto, e o faz compondo um personagem inteligente e que utiliza de deduções fantasiosas e fantásticas para solucionar o caso. Dupin é um tipo muito mais ilusório que Holmes, pois Sherlock é mais humano nas resoluções de seus casos. Graças ao detetive Dupin é que atribuem a Edgar Allan Poe os primeiros contos da literatura policial. Mas não pense o leitor que Poe escreveu como Conan Doyle. Ao contrário de Sherlock, Dupin aparece somente em três contos de Edgar. 

O conto misterioso ainda inspirou a composição de uma música da banda Iron Maiden, que pode ser encontrada no álbum Killers, chamada "Murders In The Rue Morgue".

Poe morreu jovem, aos quarenta anos, o que o impossibilitou de nos deixar mais de seus contos e fantasias. Diversos críticos literários ainda dizem que Júlio Verne muito carinho nutria por ele, além de, evidentemente, se inspirar em Poe quando da criação de suas histórias. 


Além desse clássico literário, Edgar pode ser lembrado em contos célebres como "A Carta Roubada", "O Mistério de Maria Roget", dentre outros.

Tadeu Francisco
nov/11

2 comentários:

  1. Tenho as obras completas do Poe, Tadeu. Que bom que você se lembrou dele! Prefiro os contos sobrenaturais, mas gosto até da poesia. Abraço!

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  2. Que legal, Carla! Adoro ele. Eu fico com os contos também. São incríveis!

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