quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sobre ser poeta - Tim Burton

Tim Burton
Outra vez decidi escrever essa série falando de uma pessoa ligada ao cinema. Repito que não sou da área. Não passo de um amante da 7ª arte.

Certa vez uma grande amiga me mandou um vídeo de uma romancista nigeriana que falava da importância do ato de contar uma boa história. A história que vivemos e a que somos, o nosso ambiente e o nosso espaço. E frisou o valor do lúdico com o pé no chão, do sonho à realidade. Comecei a pensar que quando se pode imaginar, como frequentemente fazem as crianças, a vida ganha mais cor e mais sabor. Penso assim como aspirante a escritor e como um bom leitor.

Nesse cenário ninguém é tão brincalhão e sinistro com as fantasias humanas quanto Tim Burton. Um aficionado por criações lúdicas e fantásticas sem fugir da normalidade real do seu insano limite. É meio contraditório falar assim, mas é assim que o vejo, dentro do que alguns chamam de realismo fantástico. Imagine um cenário de algo completamente impossível, com personagens completamente humanos, com condutas e pensamentos aceitos diante de uma aberração pairada à normalidade, esse é o roteiro de Tim.

Um retrato fiel do que digo aqui é o filme "Peixe grande". Para quem ainda não assistiu, indico com muita segurança. O conceito de imaginação, imagens, absurdos, fantasias com pitadas de realidade, ganha um corpo muito bem produzido com personagens profundos.

johnny depp e tim burton
Tim Burton nasceu nos EUA. Tem pouco mais de 50 anos e escreveu sua primeira obra em 1982, um curta metragem chamado "Vincent". Caiu no gosto do público com clássicos como "O Estranho Mundo de Jack", "Edward Mãos de Tesoura", "A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça", "A noiva Cadáver", a refilmagem de "A Fantástica Fábrica de Chocolate", clássico dos anos 70, e o seu último filme "Alice no País das Maravilhas". Uma obra sua que conheci recentemente foi "Bones", de 2006, um vídeo clipe da banda "The Killers", que tanto gosto.

Tim nutre uma boa relação com o ator Johnny Depp, que trabalhou em alguns de seus filmes. Johnny é um ator excelente e perfeito para esse tipo de roteiro, porque tem um olhar caricato sem atuar em "overacting", o que poderia deixar os filmes de Tim um tanto quanto infantis.
Bastidores de "Alice no país das maravilhas"

A verdade é que todo mundo vira um pouco criança quando assiste seus filmes. Esse é o segredo. Quando os assistimos, por um momento, esquecemos das nossas preocupações e dos nossos problemas. Permitimos brincar com a nossa mente e a rir de nós mesmos, o que, paradoxalmente, nos torna maduros.

Quando eu tiver filhos quero assistir com eles os filmes do Tim Burton, e permitir a viagem que faço quando mergulho em suas obras. Permitir a minha própria criança a eles; em sonhos, em vontades, em imagens.

Segue abaixo o trailer do incrível filme "Peixe Grande", que citei acima.






Tadeu Francisco
out/11

4 comentários:

  1. Apertem os cintos para viajar pelas entrelinhas de um Universo paralelo... Tim Burton é sem dúvidas um dos caras da sétima arte... Bem lembrado... Estou sempre por aqui, nem sempre em palavras, mas sempre gostando das postagens aqui apresentadas...

    @NoiteDeOutroDia

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  2. Obrigado pela presença sempre constante, Darla. Também estou sempre presente na noite de outro dia... Bjss

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  3. Pois bem. Conheci a página há pouco tempo, mas estou gostando muito. Tenho percebido que é uma "magna" informação artística, pois é isso que a nossa sociedade precisa, de mais cultura, poesia e arte. Como diz uns dos grandes escritores brasileiros: Affonso Romano de Sant´Anna: " A arte e a vida se misturam.Fantasia e realidade se acrescentam." Que a arte e a poesia nos brinda com uma benção. Salve a arte! Salve a poesia!

    Frei Fellipe da Silva Toledo, OSA.

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  4. Obrigado pelas palavras, Fellipe. Muito bem citado e lembrado o Sant´Anna. Penso que logo iremos ter um "sobre ser poeta" sobre ele. Abraços!

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