segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Terra do nunca

Transformei-me.
Nas coxias e no lar,
antes,
apenas um cochilar.
Agora,
um escutador de histórias.
Na página dezesseis,
entendi que ela não ia voltar.
Os símbolos da capa formavam
o N de notas e o L de livres;
em lá menor, soltos.
As páginas mostravam os meus anos,
infinitos.

Tadeu Francisco
Nov/2010

Ps: A imagem faz parte do filme "Em busca da terra do nunca".

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