quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A revolta do pneu


Entre as rodagens, enchia.
A cada passada, rodava.
Eu era preto.
Sonhava arder em protesto,
mas não,
queimava na estrada,
borrava, berrava.
Inútil.
Disso tudo, estava cheio.

Tadeu Francisco
nov/2010

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