quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O espelho suicida

Era proibido quebrar;
que azar.
Quebrava-se devagar.
Uma ponta aqui,
um trincado acolá.
Escondido.
Estava inspirado,
pirado.
Quando quebrava,
ainda assim,
seus cacos refletiam;
era disso que o espelho gostava.
Quebra, quebra!
No fim da vida
não tinha mais o que quebrar.
Quieto, refletiu.

Tadeu Francisco
Nov/2010

Nenhum comentário:

Postar um comentário