domingo, 17 de outubro de 2010

Sócrates e o filósofo errante

Premedito o tempo que me traz discórdia.
O não saber da alma me laça feito um corte de vento.
Bobo da corte;
do corte.
As avenidas que têm um nome,
são na verdade pessoas espalhafatosas procurando uma luz dentro do mundo urbano e vazio do seu peito.
Começou de maneira revoltosa,
espantosa,
a fazer capítulos e esperar na varanda a resposta de um filósofo menos errante.
Remedia seu próprio tempo com desculpas descomunais,
que seriam uma capa de viagem se não fosse a franqueza de suas mentiras.
Ah, filósofo errante!
Quanto mais se sobe mais se erra,
e mais se atira ao alvo uma pouca e séria gravidade do parto de suas ideias!

Tadeu Francisco
Julho/2005

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