quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A poça

Foi mexendo naquele caderno velho que cortou o seu dedo.
Quando o sangue jorrou,
misturado a tinta azul,
uma nova cor se formou.
O escrito, ali foi apagado.
A nova forma apareceu.
O exame não negou.
Negra era a força.
Era tinta e era sangue.
Era emoção e eram frases.
Era uma gota,
mas não uma poça.

Tadeu Francisco
Outubro/2010

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