sábado, 23 de outubro de 2010

Gado de corte

Chego sorrindo no grande palanque.
Ouço cabeças batendo,
destoando nos trotes dos cavalos amarelos.
Aperto forte a carne da unha.
Urro e relincho,
forte nelore.
Vou pro abate;
abatido.
Quantos aplausos!
Sangro e fecho o espetáculo.
Sou nobre;
mas não me soou nobre.

Tadeu Francisco
Out/2010

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