sexta-feira, 24 de abril de 2015

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Parada Poética


Ontem rolou uma Parada Poética no Sesc Campinas e foi lindo demais.

Muita gente talentosa. Muito texto bom.

Quem quiser conhecer mais sobre o projeto, é só clicar aqui.

E quem quiser conhecer mais o trabalho do Renan Inquérito, um dos idealizadores e um poeta por excelência -  que está lançando álbum novo, inclusive: Corpo e Alma, só clicar aqui.

Valeu muito a pena!

Recitei esta poesia:

Poesia Marginal

Sou um sonhador periférico;
Recitando-me marginal,
a um passo do caos.

Com o dedo apontado para a lua;
Sou mais um dado nesta sua estatística crua.

Sempre valente;
Com a rima, a gente vem quente.

Sou mais um cão com pedaços de sarjeta.
Mais uma puta esperando por sua gorjeta.

Do outro lado, suave como ninguém;
Saber rimar ainda vai nos levar além.

Tadeu Rodrigues
abr/15

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Uma carta - Entrelaçadas

Dentre as inúmeras pessoas que me auxiliaram a entender o fascinante universo do tema suicídio, a Anna foi uma especial. Após algumas conversas, e a sua permissão para que eu pudesse ler sua monografia, consegui incrementar o final dos diálogos e dos últimos retoques aos personagens. 

Pedi a ela que analisasse o livro sob o prisma psicológico. E assim, foi com muita satisfação que recebi, hoje pela manhã, esta "carta", onde ela contou um pouco de sua experiência ao ler o livro Entrelaçadas.

Compartilho com vocês.

Obrigado, Anna.





Querido Tadeu Rodrigues,

Antes de começar esta pequena carta como irei chamar, gostaria de pedir desculpas por demorar um pouquinho para lhe escrever minha visão sobre seu livro. Primeiro nunca me pediram uma revisão de um livro da forma que me propôs, e claro, foi uma tarefa encantadora, desta forma tomei mais tempo para lê-lo. Como diz Nietzsche em um de seus livros “ler com dedos e olhos delicados”, e foi exatamente isso que tentei fazer um pouco mais.

“Entrelaçadas” é um livro primoroso e delicado. Sua escrita é fluída, contemporânea e de fácil entendimento. As personagens, cativantes, cada uma com seu detalhe peculiar, único e claro, a gente pode nos ver nelas em vários trechos, seja uma fala, um pensamento, ou em suas próprias personalidades. A forma com que tratou do suicídio também foi leve e respeitosa, deixando um tema que, na minha pobre visão, é um tabu na modernidade. Que causa espanto, medo, preconceito, há tantas coisas envolvidas com o tema que me é difícil relatar todas e não irei fazer isso, mas como diz o Stephen King “a morte é um segredo, o sepultamento um mistério”. O livro tem uma pitada de tudo, mistério, amizade, amor, artes e música. Muita boa música na verdade. Sobre os livros que a Helena gosta não irei debater é praticamente perfeito (quero uma amiga dessas por favor).

Também pude te encontrar em sua escrita, seja no gosto pela música, pinturas, livros nas personagens. O que eu adorei ver. Assim posso saber mais um pouquinho sobre você. Penso que talvez seu livro inspire outros a procurar sobre o tema, a falar sobre ele, a conhecer os motivos das pessoas que tentam ou tentaram o suicídio, como também, ao meu humilde ver, esperança para aqueles que tentaram ou pensam em tentar em algum momento que há de alguma forma tratamento, que você não está só. Isso é importante.

Também agradeço a oportunidade que o tema me proporcionou em conhecer você. Claro que o Celso Pattelli ajudou nisso também, talvez uma hora eu também o agradeça por isso. Por favor não pare de escrever!

Enfim, espero que goste desta carta, que ela seja pelo menos um pouquinho do que esperava...
Com carinho,

Anna

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Gênios presos em garrafas


http://imanmaleki.com/en/Galery/albome-ghadimi.jpg
Iman Maleki

Meus heróis 
na verdade
voam.
E me ensinam a voar.

Meus lençóis
na verdade
sonham.
E me ensinam a sonhar.

Meus papéis
na verdade
vivem.
E me ensinam a viver.

Tadeu Rodrigues
abr/15


quarta-feira, 15 de abril de 2015

Percepções

Andrew Atroshenko

Percebi-me naquele soneto constante; 
declamado em calmaria urbana, 
a cheiro de álcool com algumas doses de vida.

Percebi-me sonolento à correria, 
Imerso em meus nostálgicos músculos
que outrora clamavam honrarias.

Percebi-me imoral, amoral, muito igual;
Era hora de me desconhecer.

Diferente, percebi-me em você.

Tadeu Rodrigues
Abr/15

Acalmar

Miró


A poesia é inimiga da perfeição.

Tadeu Rodrigues
abr/15

Retrato e espelho

Pintura de Teresa Elliott


Escolher é olho no olho consigo.
E a solidão descansa nesse olhar.

Tadeu Rodrigues
abr/15

Realidades

Pintura de Teresa Elliott


A arte ilimita a vida.

Tadeu Rodrigues
abr/15